Em geral, quando se fala ou pensa sobre a globalização, tem-se a percepção de que é tema novo, específico dos tempos atuais, com base nos quais se apresentam à lembrança os fatos históricos das últimas décadas, como a queda do Muro de Berlim, o fim da União Soviética, a crise da economia de mercado, a União Europeia e a revolução tecnológica das comunicações.

Contudo, é importante lembrar que a noção de ‘globalização’ é bem mais antiga do que se imagina, pois o que se designa como tal hoje é parte integrante de um processo longo da História Ocidental e não algo deslocado, como se as gerações contemporâneas estivessem a escrever o começo da História.

Na verdade, essas gerações mostram-se continuadoras do processo oriundo da Antiguidade Clássica, quando os gregos fundaram cidades e suas estruturas comunitárias, além de espalharem essa ideia para todo o continente europeu, o asiático e o africano. Com a expansão territorial e cultural helenista de Alexandre Magno (356 a.C – 323 a.C), que abarcou a Europa e a Índia, criou-se o primeiro impacto globalizante da História e, logicamente, dos romanos.

Quanto a Roma, sua expansão territorial e cultural foi das mais significativas da História da humanidade como dominação globalizante que permaneceu quatrocentos e sessenta e oito anos, com início em 27 a.C. e fim em 395 d.C., tendo abrangido toda a Europa, o norte da África e o Oriente Médio.

Durante o domínio romano sobre Israel, em 63 a.C., o judaísmo sofreu forte influência da cultura greco-romana na Judeia, definida por Theodor Momnsen (1817 – 1903), pela primeira vez, como “Romanização”, que já era um tipo de “Globalização” cultural da época, uma vez que o Império Romano impôs sua cultura aos povos invadidos, levando à assimilação cultural e à perda da autonomia territorial dos conquistados.

No período da invasão Romana à Judeia pelo general Pompeu – Cnaeus Pompeius Magnus (108 a.C. – 48 a.C.) em 63 a.C. –, o judaísmo procurou resistir à assimilação cultural e se fragmentou em correntes, que entenderam de modos diferentes como enfrentar a romanização da cultura judaica.

Foi nessa época que se entrou em discussão profunda sobre a “questão judaica”, entendendo-se que tal expressão não traz novidade ao judaísmo, ao qual vem acompanhando desde a própria fundação, embora muitos pensem que tenha surgido com o advento da emancipação judaica no século XVIII.

Sabe-se que o general e historiador hebreu Flavius Josefo – ou, em hebraico, Yosef Matetiau – que vinha de família sacerdotal e viveu entre 37 a 103 da Era Comum, foi aprisionado pelos romanos na revolta judaica , no norte de Israel, e enviado como prisioneiro a Roma, prestou serviços como conselheiro de guerra ao Imperador Titus Flavius Vespasianus para se salvar.

Esse imperador de Roma exigiu que Flavius Josefo, como parte de seus serviços, acompanhasse as forças romanas na reconquista da Judeia, onde teve a função de registrar a guerra. Surgiu disso um livro “A Guerra dos Judeus”, determinado por seu conteúdo e versão, porém com grande valor histórico para a posteridade.

O livro de Flavius Josefo foi escrito em aramaico no original e é da maior importância para entender esse período crucial ao judaísmo. Nesse texto não há somente o relato sobre as guerras e a diversidade do judaísmo, mas também contém uma autobiografia, em que comenta suas opções de vida:

“Quando fiz treze anos desejei aprender as diversas opiniões dos fariseus, dos saduceus e dos essênios, seitas que existem entre nós, a fim de, conhecendo-as, eu pudesse adotar a que melhor me parecesse. Assim, estudei-as todas e experimentei-as com muitas dificuldades e muita austeridade.” (FLAVIUS JOSEFO)

Durante a invasão romana, o judaísmo esteve mais uma vez sob ameaça, porém esse malefício criou o sentimento de “fim dos tempos” expressão usada por Flavius Josefo.

O termo “fim dos tempos” foi encontrado também nos pergaminhos achados em escavações arqueológicas , no Mar Morto, em Qumeran, na comunidade dos Essênios.

Entre centenas de pergaminhos estava “O Manuscrito da Seita”, livro usado até hoje por grupos messiânicos no mundo inteiro, porém o “fim dos tempos” no conceito judaico não era o “fim do mundo” nem o da Humanidade, mas o fim do judaísmo.

Os judeus sentiam que tinham perdido não somente a sua autonomia territorial, porém, sim, sua autonomia cultural e religiosa, do mesmo modo que seus valores morais e éticos estavam para ser exterminados completamente pela poderosa força militar, política e cultural romana.

Essa realidade criou uma intensa discussão dentro do judaísmo e uma “Questão Judaica” à época. Ganhou força a necessidade de reagir e de procurar soluções diferentes para sobreviver como povo, reforçando a espera de uma redenção messiânica, muito comum no judaísmo quando se sente ameaçado de sua existência.

Nesse contexto se destacaram quatro visões diferentes do judaísmo, que se transformaram em profunda questão judaica, com nova dimensão nas formas e na diversidade de reagir e de frear o sentido coletivo de “fim dos tempos” judaicos.

Esse enfrentamento de ideias e pensamentos do judaísmo ajudou a criar quatro alternativas diferentes, três delas com conceitos judaicos próprios, pertencentes a correntes com estruturas reconhecidas dentro do mundo judaico, já com um perfil claro de judaísmo fragmentado, o que possibilitou a criação de uma quarta alternativa, os Zelotes (Kanaim קנאיםem Hebraico), que eram muito mais um grupo político de guerreiros do que propriamente uma corrente.

Os quatro grupos foram os seguintes:

Saduceus – grupo formado por judeus ligados à aristocracia e pela casta dos sacerdotes, que dominava os serviços do templo e a administração dos lugares sagrados; grande parte dos saduceus se identificava com os valores romanos e se aculturou, bem como acreditava que, com o pagamento dos impostos (Fiscus Judaicus), poderia manter a autonomia religiosa e cultural na Judeia.

Fariseus – grupo composto pela maioria dos trabalhadores rurais e dos pequenos proprietários de terra, além de ser, em parte, erudito no estudo da Torá; opunha-se aos Saduceus; criou a lei oral em conjunto com a lei escrita; criou os Beit Hakinesset (casa do encontro), conhecida até hoje pelo nome grego, Sinagoga. A maioria dos fariseus resistia à cultura romana, mas outros adotavam, em parte, esses costumes e valores. Os Fariseus eram considerado os Reformistas da Epoca, pois procuravam adptar o Judaismo dentro da mudanças radicais que a realidade Judaica estava sofrendo.

Essênios – grupo que era totalmente contrário à cultura e aos valores romanos; criava as próprias comunidades isoladas das influências externas; tinha uma prática espiritual que procurava um elo entre o homem e Deus nas forças naturais, como o ar, o fogo, a luz, a terra e a água, além de ser erudito no estudo da Torá. As organizações comunitárias dos essênios eram totalmente igualitárias, socializadas, pelo que todos trabalhavam em função da comunidade e comiam em refeitório coletivo. Os essênios eram pacifistas, naturalistas, por acreditarem que a vida era a dádiva de Deus mais sagrada.Eram críticos a corrupção dos saduceus,ao reformismo dos Fariseus e a violencia dos Zelotes.

Zelotes, ou Knaim, em hebraico – o último grupo não compõe exatamente uma corrente do judaísmo e sim um movimento político fundado pelo Yeuda (Judas), o Galileu, que se revoltou contra os romanos, recusando-se a pagar impostos (Fiscus Judaicus). Esse grupo incentivou as massas judaicas a se revoltarem contra o Império Romano. Eles lideraram a primeira grande revolta judaica e voltaram a conquistar Israel em curto prazo, acarretando a fúria do Império Romano, humilhado pela derrota que lhe fora infligida pelo pequeno exército dos judeus.

O grupo político de Zelotes tomou posição totalmente contrária aos Essênios e se opôs a parte do grupo de Fariseus e de Saduceus, liderando a primeira revolta judaico-romana de 66 a 73 da Era Comum.
A primeira guerra judaico-romana foi motivada pela tensão religiosa e cultural, pelos altos impostos cobrados à população, pelos ataques às aldeias hebreias e pelas violações sexuais como forma de limpeza étnica da população judaica. Isso porque, nessa época, “judeu era filho de pai judeu”, o que deu lugar ao conceito existente hoje no judaísmo: judeu é filho de mãe judia. O judaísmo, para sobreviver, não teve alternativa a não ser a de fazer essa radical mudança do conceito de “quem é Judeu” como forma de proteger o judaísmo da extinção e dar resposta precisa à romanização do judaísmo.

Os judeus retomaram sua autonomia na Judeia graças à Revolta Judaica, mas por curto prazo. Os romanos se reorganizaram e voltaram com toda a sua fúria contra os judeus, cujo último foco de resistência foi a fortaleza de Massada na região desértica do Mar Morto. Em 73 da Era Comum terminou a primeira grande revolta judaica contra os romanos com o fim trágico do suicídio coletivo, resolução que tomaram os revoltosos para não cair como escravos e prisioneiros do Império Romano.

Os Romanos destruíram o templo sagrado de Jerusalém em 70 da Era Comum, proibindo totalmente a presença judaica em Jerusalém. A prática do judaísmo ainda era possível na cidade de Yavne, perto da atual Tel Aviv, antiga cidade de Yafo, liderada pelo Líder fariseu Yohanan Ben Zakai que a partir dele o judaísmo vai entrar num processo de reorganização e adptação a nova realidade ,sendo que por volta do ano 200 da Era comum Yeuda Hanassi vai escrever o Mishná que será o primeiro livro de interpretação da Torá e mais tarde o Talmud.

A segunda revolta judaica contra a romanização, denominada em hebraico “mered hagaluiot” (revolta das comunidades), ocorreu fora da Judeia e foi posta em prática pelas massas judaicas exiladas em Roma. A revolta é mais conhecida como Guerra de Kitos, em homenagem ao general Romano Lucio Quieto (70 -118), que liderou as ações militares romanas.

No contexto anterior à revolta e à destruição do templo em 70 da Era Comum, os judeus pagavam pesados impostos (Fiscus Judaicus) para manter seu templo erguido e contar com certa autonomia religiosa. Entretanto, após a destruição do templo, os romanos exigiram que as comunidades judaicas no exílio continuassem a pagar esse atributo para manter e conservar o templo de Júpiter em Roma.

Os judeus se recusaram a pagar esse imposto e se rebelaram contra Roma dentro da própria capital do Império. A revolta rapidamente se espalhou para outros centros judaicos no exílio, como Egito, Chipre, Cirenaica (Líbia), Mesopotâmia e territórios da antiga Assíria. O general Lúcio Quieto sufocou a rebelião em dois anos, de forma cruel, com o massacre de comunidades inteiras.

Isso trouxe de volta a necessidade de respostas messiânicas. Em Cirenaica, um tecelão judeu de nome Jonatas (em hebraico, Yonatan) declarou ser o Messias e conduziu seus discípulos ao deserto para esperar a presença de Deus, mas foi perseguido e morto pelos Romanos.

O judaísmo hebreu e suas comunidades na Judeia tinham recebido um forte golpe do Império Romano, porém ainda podia manter certa autonomia na região de Yavne e na Galileia Judaica.

A nova revolta ocorreu no momento em que o Imperador Trajano Adriano (117-138) decretou a total romanização da Judeia e a restrição da cultura e da religião judaica em seu próprio território. Adriano declarou que ergueria de novo Jerusalém como nova cidade Romana e criaria um Grande Templo de Apolo no lugar do templo sagrado dos judeus.

Esse ato claro de romanização total da Judeia foi o que levou à terceira revolta judaica, liderada por Shimon Bar Koziba (132 -135), que recebeu novo nome, o de Shimon Bar Kokhba, “Filho das estrelas” em hebraico, nome dado por uma das maiores autoridades rabínicas, o líder espiritual da época, o Rabi Akiva (50 a 135), que considerava Barkhba como “Mashiach” – Messias. Declarou Rabi Akiva no livro Bamidbar 24:17: “Uma estrela surgiu de Yaacov; Bar Koziva descende de Yaacov, ele é o Mashiach”.

Bar Kohba reconquistou a Judeis e foi saudado como o “Príncipe de Israel” proclamando a liberdade da Judeia e cunhando uma moeda com os dizeres “Primeiro ano de Libertação de Jerusalém”. Durante três anos e meio, a Judeia permaneceu liberta, porém, para o Império Romano, a situação de ser derrotado por um pequeno exército de guerreiros judeus era insuportável.

Em razão disso, o Imperador Adriano convocou o seu maior general, Júlio Severo, para reconquistar a Judeia. Ele foi auxiliado por dez legiões romanas, cerca de cem mil homens. No ano de 135, Severo encurralou o líder Shimon Barkhba em Betar, nas cercanias de Jerusalém, matando-o e cortando sua cabeça, enquanto o líder espiritual Rav Akiva foi executado em praça pública na cidade Romana de Cesaréa: “Oitenta mil romanos invadiram Betar, e assassinaram os homens, mulheres e crianças, até correr sangue das soleiras e valetas” (Talmud).

A fúria romana foi crucial ao judaísmo desse período e teve consequências fatais para o judaísmo atual. No depoimento do historiador e funcionário público romano Dio Cassio (155 – 229), que escreveu a História de Roma em oito volumes, está o relato sobre a fúria romana:

“Cerca de 50 esconderijos dos rebeldes foram localizados e eliminados. Diz também que 985 vilas judias foram destruídas na campanha e 580 mil judeus mortos pela espada” (além dos que morreram por fome) (DIO CASSIO)

Encerrada a terceira revolta judaica contra Roma, a Judeia estava devastada e a liberdade e a autonomia judaica deixaram de existir! Os judeus que sobreviveram, não poderiam mais entrar em Jerusalém sob pena de morte; o nome da cidade foi mudado para Aelia Capitolia, porque a nova cidade era dedicada a Aelia, em homenagem ao Imperador Elio Trajano Adriano, e Capitolia, em homenagem a Júpiter Capitolino.
O Historiador Romano Dio Casio descreveu a situação resultante:
“Judeia era quase um deserto! Centenas de milhares de judeus morreram lutando, de fome ou por doenças. Prisioneiros judeus abarrotavam os mercados de escravos, aviltando os preços dos cativos” (“Um escravo tornou-se mais barato do que um cavalo”). (DIO CASIO)

A partir de 135, o Imperador Adriano não somente mudou o nome da cidade de Jerusalém para Aelia Capitolia com o propósito de não deixar vestígio judaico na Judeia, mas também a região conhecida por Judeia recebeu novo nome, que foi, em grego, Παλαιστίνη Falistines, Palastu em assírio e, em latim, Palaestina.
O nome foi dado ao povo de um dos grandes invasores anteriores ao próprio período Romano e tinha conotação bastante pejorativa para a consciência judaica da época e até os dias de hoje. Palestina, nome dado pelos próprios hebreus, vem da palavra hebraicaפלשתין(Philistin), que no hebraico é da raiz פולש– Polesh, a qual quer dizer “invasor”. O nome pejorativo havia sido dado ao denominado povo dos mares que veio das ilhas Cretas, provavelmente da origem Creto-miceniana, que se instalou, a partir do século XII a.C., na região da costa mediterrânea ao sul da Judeia e foi um dos grandes inimigos dos judeus.

A história judaica tomou novo rumo com esse episódio, pois grande parte dos judeus foi levada como escravo para Roma, enquanto outra parte escapou para diversas regiões do Império, como Egito, Síria, Pérsia e Grécia. Pouco do judaísmo que sobreviveu em Israel, situou-se em pequenas comunidades no norte, em região totalmente agrária, pobre e insignificante para o Império Romano.

A partir desse momento, o judaísmo se transformou e teve que se reorganizar com nova estrutura e modelo; tornou-se um judaísmo segregado, que viveu acompanhado do medo e na busca de novos meios e fórmulas para sobreviver.
Dentro desse contexto foi necessário criar regras diferentes e conceitos judaicos, bem como escrever nova interpretação rabínica da Torá, pois, com a perda de sua autonomia, veio a ser um judaísmo rabínico,( Fariseu) centralizado em um Rav (Rabino), que em hebraico quer dizer Múltiplo. Múltiplo não somente como líder espiritual, mas também responsável por todos os setores da vida comunitária.

Retomando o tema da Romanização como globalização da época, pode-se entender como esse processo exerceu impacto enorme no percurso do judaísmo e no de todos os povos dominados por essa romanização “globalizada”, pelo que, consequentemente, teve grande influência no contexto histórico, cultural e político da humanidade até hoje.

Muitos povos antigos , deixaram de existir inclusive os Romanos!

Mas como o Judaismo e os Judeus Sobreviveram?

O templo foi totalmente destruido,os judeus perderam totalmente sua autonomia na Terra de Israel, foram expalhados pelos 4 cantos do mundo, a terra de Israel terá novos invasores, culturas e religiões vão dominar a Judeia: Bizantinos, Árabes, Cruzados, Mamelucos, Turcos e Ingleses

Que força é essa que tem o Judaismo para sobreviver na Historia e poder depois de 2000 mil anos realizar o Milagre de retornar a terra de Israel?

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
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Artigos
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BAUER, Bruno. Sobre a questão Judaica (1843)
Livros:
Grimmal Pierre – O Imperio Romano editora Saraiva
Eban Abban – Historia do Povo de Israel editora Sarit Bloch

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